sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Bicicletada de Agosto :: Executivos do mundo, venham pedalar!


Agosto chegou e nos trouxe mais uma Bicicletada. A Massa Crítica Paulistana convida as pessoas a ocuparem o espaço público de maneira inteligente.

Centenas de pessoas em seus veículos não-motorizados irão comemorar o transporte dos "Executivos" que não poluem, não fazem barulho e não desperdiçam espaço nas ruas.

Você aí parado, aqui fora é o melhor lado!

Aqui você sempre será bem-vindo, não importa o valor do seu carro ou a grife da sua cueca. Coloque seu terno, vestido ou tailleur e venha a caráter.

A Bicicletada Paulistana (Critical Mass) acontece sempre na última sexta feira do mês há mais de 6 anos, e em mais de 400 cidades em todo mundo. Para participar, a única obrigatoriedade é comparecer ao ponto de encontro com um meio de transporte não motorizado. Pode ser bicicleta, patins, skate ou até mesmo com seus próprios pés.

Não tem bicicleta ou não sabe pedalar ?... sem problemas. Apareça o quanto antes na praça e veja como fazer para pegar uma bicicleta emprestada, ou faça uma horinha na recepção do nosso escritório na praça.

A concentração é a partir das 18:00.

As 20:00 começa o pedal lúdico-educativo, retornando a praça para a continuação do "Street Office" em plena Avenida Paulista.

Em caso de chuva, o evento está automaticamente CONFIRMADO, já que não teremos mais "batente", e estaremos em nossa " happy hour " .


* Traje social recomendado, mas não obrigatório.

* Se preferir, venha de bonde!

* Mais informações

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Famosos de Bike :: Caio Blat

Ecologicamente correto, o paulistano Caio Blat, aprendeu com a mulher, a atriz carioca Maria Ribeiro, a aproveitar o Rio de Janeiro. Na tarde desta quinta-feira, 28, o ator deixou o carro na garagem e cumpriu sua agenda de compromissos de bicicleta. O trajeto foi pela ciclovia do Leblon, Zona Sul do Rio.

Fonte::Ego

Semana do Ciclista em Santos :: Conscientização sobre os benefícios do uso da bicicleta

Com o objetivo de conscientizar os munícipes sobre os benefícios da bicicleta como alternativa de locomoção rápida, saudável e importante à preservação do meio ambiente, será realizada nesta sexta (29) e sábado (30) a “Semana Municipal do Ciclista”, com diversas atividades no Centro Histórico e na orla da praia.

A abertura, será às 9h30, na Associação Comercial de Santos (Rua XV de Novembro, 137, Centro Histórico), com as palestras gratuitas “Mobilidade Urbana Sustentável” e “Dicas de prevenção para utilização segura das ciclovias".

Já das 12h às 14h, na Praça Mauá, alunos da escolinha de ciclismo da Semes (Secretaria de Esportes) apresentarão habilidades sobre as bicicletas, enquanto os alunos da Escola de Enfermagem El Shaday verificarão a pressão arterial e farão testes de glicemia gratuitos à população. Na ocasião, haverá ainda a apresentação da Banda Musical Mateo Bei, de São Vicente.

Para o sábado (30) está programado o "Desafio da Ciclovia", uma grande pedalada que sairá do Posto 2, no José Menino, às 10h, e percorrerá toda a ciclovia da orla, com retorno ao posto, onde serão entregues medalhas "Amigo da Bicicleta" a autoridades da cidade. Instituído pela lei municipal 1.881/2000, o evento é organizado pela Associação Brasileira de Ciclistas, com apoio da prefeitura.

AMIGA DA BICICLETA:

Santos conta com mais de 19km de pistas exclusivas para bicicletas, o que lhe garantiu, pela segunda vez consecutiva, o título de "Cidade Amiga das Bicicletas" neste ano. Visando à segurança do ciclista, a cidade também conta com bicicletários instalados no Mercado de Peixe, Deck do Pescador, Av. Saldanha da Gama - próximo à Ponte Edgard Perdigão, Av. Epitácio Pessoa - próximo à escola do Cesma, Praça da Independência, Praça Washington, Posto 2, Av. Bernardino de Campos com a Rua Guararapes, Centro Esportivo da Zona Noroeste, e Rua Cidade de Toledo, no Centro Histórico. Além disso, desde o início do ano o município realiza a "Campanha Pedala Santos", no intuito de aumentar o uso de bicicletas pelos santistas.


Fonte::Depto de Imprensa - Prefeitura Municipal de Santos

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

IV Fórum Pedala Sorocaba :: A bicicleta e a Família


Com a presença do secretário municipal da Juventude, Antonio Carlos Bramante, do coordenador de programas da Prefeitura, Cel. Montgomery, e da terapeuta familiar Ângela Martins, foi realizado ontem, no Colégio Sirius, o IV Fórum do Pedala Escola, que integra o programa 'Pedala Sorocaba'.

Ao encontro compareceram pais, alunos, professores e dirigentes do Colégio Sirius, lojistas especializados e aficionados do ciclismo em Sorocaba. Alexandre Pedroso, gerente da rede McDonald's palestrou contando seu amor pelo ciclismo.

Em sua fala o secretário Bramante disse que Sorocaba foi premiada com o selo de 'Cidade Amiga da Bicicleta', que de 14 a 21 de setembro haverá a 'Semana da Bicicleta', evento preparatório do 'Dia Mundial Sem Carro', dia 22 de setembro, que está recebendo de algumas escolas públicas e particulares e enfatizou que o projeto 'Pedala Sorocaba', apesar de estar ainda em seu início – apenas sete meses – já está conseguindo contagiar a população e pode ser considerado um sucesso.

Passeio ciclismo dia 24

O secretário adiantou também que a rede de ciclovias, atualmente com 77 km,. vai ser ampliada e que a idéia é construir obras desse tipo por toda a cidade e reiterou convite para que todos participem do passeio ciclístico do Colégio Sirius, que será realizado no próximo domingo, 24, a partir das 9h30, saindo da Oficina Cultural próxima da marginal D. Aguirre com destino ao Parque das Águas.

Fonte::Região On Line

Feira de Trocas :: Trocas, Oficinas e Festa!


Feira de trocas, oficinas autogestionadas e festa!

Sábado, dia 23/08
Rua Tucuna, 1251 - Pompéia
Veja no mapa.

Essa é uma boa oportunidade para conhecer pessoas, trocar idéias,
articular parcerias e conquistar novos adeptos para a bicicleta, divulgar
nossas atividades de setembro e produzir materiais para as próximas ações.

No mínimo divertido!

Não esqueçam que vale trocar de tudo... Sabe aquele livro que você já leu,
aquele DVD que você já assistiu milhões de vezes, aquela roupa que você
não usa mais? Pode levar! O que é velho para você será novo para alguém!

Programação ciclotemática:

14h - Banca de trocas - levem peças e acessórios de bicicleta, livros e revistas,
panfletos, cartazes, camisetas, qualquer coisa sobre o tema "bicicleta e afins";

14h - Oficina de conserto e manutenção de bikes e conversa sobre o uso da bicicleta
como meio de transporte na cidade - vale aprender e ensinar, levem a bicicleta
e as ferramentas que tiverem em casa;

16h - Oficina de Ciclostencil - levm materiais como papéis, radiografias, estiletes,
desenhos e artes impressas. Teremos lugar para grafitar, levem sprays!


Ah! Faremos uma mostra autogestionada de filmes e vídeos, levem DVDs também.

As 21h começa a festa! Da boa!

Vejam toda a programação no site da Tucuna.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Descaso :: Ciclista de Indaiatuba protesta contra obra poluidora


Banheiro vai despejar dejetos diretamente no Rio Jundiaí

"Somos ciclistas de Indaiatuba e fazemos trilhas que passam pelas cidades vizinhas, como Itupeva, Itu, Salto.

Nosso descontentamento é grande com o descaso que as Prefeituras de Itupeva e Indaiatuba tem com a preservação do Rio Jundiaí, que geralmente seguimos em nossos passeios.

Passamos sempre por um lugarejo chamado "Quilombo", que pertence ao distrito de Itupeva, onde tem um pequeno bar, uma escola, um restaurante e uma antiga estação de trem que tem (+/-) 80 anos. Este bar é quase parada obrigadória para um descanço, como nossos antepassados, "Os Tropeiros", faziam, com seus cavalos e mulas.

Para nossa surpresa, na semana passada, a antiga estação de trem que já não era preservada, pois mora lá uma família, nos deparamos com uma visão que nos deixou mais preocupados ainda, pois, estão construindo um banheiro público junto a estação com apoio da Prefeitura do Município de Itupeva (fotos).

Perguntando ao dono do bar onde sempre paramos, ele com toda simplicidade do mundo nos disse que foi solicitado a construção do banheiro para atender os turistas, os ciclistas e demais pessoas que por alí passam.

Continuando a conversa, o mesmo nos disse que já havia um ano que foi solicitado a construção do dito depósito de dejetos e como este é ano de eleição a prefeitura resolveu fazê-lo, e que futuramente vão derrubar a estação e fazer uma pracinha.

Só complementando meu breve relato, adivinhem onde será descarregado todo aquele dejeto?

Diretamente dentro do Rio Jundiaí, de onde nós de Indaiatuba coletamos a água para tratamento."


Por::Wilson

Carona :: Site oferece serviço integrando usuários


O site Caroneiros.com é um ponto de encontro de todos aqueles que buscam uma carona pra qualquer lugar do Brasil.

Você cadastra sua carona e aguarda que outros caroneiros juntem-se à você. Pode ser desde aquela viagem rotineira pra faculdade ou trabalho até um mochilão que você deseja fazer faz tempo! Deixe que o Caroneiros cuide de tudo para você.

Seja solidário! Quando você compartilha uma carona no Caroneiros.com, acaba contribuindo para reduzir o número de veículos circulando nas ruas e avenidas de nossas cidades.

Assim, o trânsito vai fluir com mais rapidez e diminuir o volume de poluentes emitidos em nosso meio ambiente.

Vamos todos ganhar com isso!

Lembrando que todas suas caronas estarão sempre sob seu controle, podendo negar pedidos, qualificar outros caroneiros, bem como cancelar a carona a qualquer momento.

Pé na estrada!

Rodas da Paz :: ONG promove debate sobre uso sustentável de bicicleta


A organização não-governamental Rodas da Paz promove hoje (19), às 19h30, no Espaço Cultural Renato Russo, um debate sobre o uso sustentável de bicicleta nas grandes cidades, com a participação de técnicos, especialistas, usuários de bicicleta e autoridades.

Um dos objetivos é discutir o Programa Cicloviário do Distrito Federal, que prevê a construção de 600 quilômetros de ciclovias, e a efetividade das medidas, em contraposição às ações concretas do governo.

Também está na pauta a discussão sobre o impacto da Lei Seca para os usuários de bicicleta no Distrito Federal.

Fonte::Agência Brasil

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Famosos de Bike :: Miley Cyrus


Miley Cyrus, de 15 anos, passou o domingo, 17, em família. A estrela do seriado “Hannah Montana” andou de bicicleta com sua mãe, Tish, e com o seu irmão, Braison, na Califórnia. Na semana passada, a cantora e atriz foi clicada pedalando ao lado de Adam Sevani, seu possível namorado.

Fonte::Ego

sábado, 16 de agosto de 2008

Lei Seca :: Cariocas trocam o carro pela bicicleta na noite

Já que a mistura álcool e direção é proibida, tem gente apelando para duas rodas. Para fugir das blitzes e das sanções impostas pela Lei Seca, alguns motoristas cariocas passaram a sair para beber em bares ou em festinhas conduzindo uma bicicleta. É uma maneira de economizar o dinheiro do táxi e de não precisar depender da carona de um amigo abstêmio para voltar para casa. Mas a idéia, apesar de criativa, tem sido criticada por policiais e por profissionais de saúde, que alertam para os graves riscos de se pedalar pelas ciclovias e ruas da cidade depois de uma rodada de chope, como informa a reportagem de Simone Candida, publicada no Globo deste domingo.

Polícia diz que ciclista bêbado pode ser autuado

A alternativa da bike anda causando espanto entre autoridades e especialistas. Segundo o comandante do BPChoque, tenente-coronel Carlos Milagres, que vem comandando as operações com etilômetro na cidade, apesar de a Lei Seca não proibir ninguém de pedalar depois de beber, a polícia pode intervir nos casos em que houver riscos de acidente numa via pública. A acusação seria de expor a vida de terceiros a risco.

Fonte::O Globo Online

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

No Rio :: Tijuca e Copacabana ganharão projeto de incentivo ao uso de bicicleta

RIO - Aluguel de bicicletas e ciclofaixas – listras pintadas no asfalto orientadoras para o tráfego prioritário de bicicletas – são as novidades que o Rio de Janeiro vai receber nos próximos meses. Nesta sexta-feira sai no Diário Oficial edital sobre a ciclofaixa que será pintada em ruas da Tijuca, conforme adiantou o prefeito Cesar Maia em seu ex-blog. E em três meses, Copacabana serão instaladas as primeiras estações de aluguel das bicicletas.

De acordo com o prefeito, a intenção é “estimular e multiplicar o uso de bicicletas e ampliar rapidamente o sistema de aluguel de bicicletas, tipo Paris”.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro, Alfredo Lopes, acredita que os novos projetos podem incentivar os turistas a conhecerem a cidade sobre duas rodas, mas teme que a estrutura ainda não seja adequada.

– Todos que visitam o Rio ficam tentados a dar uma volta pelas paisagens que a cidade oferece. Mas questiono se haverá interligação entre as ciclovias e segurança para o usuário – aponta Alfredo. – Mas o Rio estava precisando de um incentivo desses. Todos os centros urbanos do mundo têm.

Preocupação com roubos

Outra preocupação com a maior circulação de bicicletas é quanto aos furtos dos veículos na cidade. Angelo Leite, diretor-presidente da Sertettel, empresa ganhadora da licitação para alugar as bicicletas, conta que embora os protótipos ainda não tenham sido aprovados pela Prefeitura, os modelos foram desenvolvidos exatamente para o projeto.

– As bicicletas são leves, de alumínio, ideal para passeio urbano. Foram desenvolvidas especialmente para o Rio. Por serem únicas serão facilmente identificadas em qualquer lugar e possuem características construtivas que impedem roubo e desmonte – explica Angelo.

Ao todo, 50 estações de aluguel de bicicletas serão instalados na Zona Sul, Centro e Tijuca. O primeiro bairro a receber será Copacabana – oito no total, cinco na praia e três perto das estações de metrô. O preço do aluguel ainda não foi definido, mas 30 minutos serão gratuitos e a pessoa pode devolver em qualquer estação. O funcionamento será das 6h às 23h e o pagamento será efetuado com cartão de crédito.

Já na Tijuca, a novidade será as ciclofaixas. O bairro será o primeiro a ter uma rede completa, a rota pioneira será a Barão de Mesquita, que vai conectar a Praça Saens Peña à Rua General Canabarro, passando pela UERJ, Cefet, Universidade Veiga de Almeida, IBGE e Petrobrás.

Fonte::JB Online

Programa Rede de Ciclo-Faixas:: Incentivo ao uso de de bicicletas no Rio

A prefeitura do Rio incentiva o uso da bicicleta como veículo de trasporte na cidade. A primeira etapa do Programa Rede de Ciclo-Faixas interligará a estação de Bicicleta Pública da Praça Saens Peña à estação localizada na Rua General Canabarro, no bairro do Maracanã.

De acordo com o projeto, a previsão para implantação de 12 estações de bicicletas na área da Tijuca é de 15 meses.

O projeto inicial também prevê a implantação de mais oito rotas cicloviárias na Tijuca, interligando pontos de interesse comercial, de educação, de lazer e de entretenimento. Estudos de viabilidade estão sendo realizados por técnicos da prefeitura para a implantação das seguintes rotas: Saens Peña-Quinta da Boa Vista, Saens Peña-Metrô Estácio, Saens Peña-Maracanã, Xavier de Brito-Saens Peña 1, Xavier de Brito- Saens Peña 2, Saens Peña-Vila Isabel, Vila Isabel-Maracanã e Usina-Alto da Boa Vista.

Fonte::JB Online

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Em Lages :: Magrela do Paraíba é um sucesso!


No bairro Novo Milênio ele é conhecido como "Paraíba". Luiz Lourenço da Silva, que veio com a família da Paraíba, lógico, há nove anos, chama a atenção por onde passa. Não tem nada a ver com a aparência, e sim com sua bicicleta. Uma simples "magrela", como o dito popular chama, se transformou num atrativo veículo turístico de transporte. Buzina, retrovisor, aparelho de som, faróis, pisca, além de crucifixos, fazem parte da bicicleta. "Eu ando por tudo com ela. É o meu xodó", conta Paraíba, que sobrevive de uma pequena oficina. Todas as peças ele ganhou ou achou e depois, em três meses, concluiu o projeto. "Nunca estudei para fazer isso. Eu já tinha tudo planejado na minha cabeça", conta o homem que só sabe ler e escrever.

O pai de família, vindo do Nordeste, sempre que precisa se deslocar ao Centro sobe na bicicleta e lá vai... Mas ele logo avisa: tem ciúmes. "Se eu tenho que fazer alguma coisa, ela fica por perto. Se alguém chega perto eu já chamo a atenção", relata. O paraibano diz que sempre sonhou em fazer uma bicicleta com som. Ao sair na rua ele coloca uma fita-cassete no aparelho e, por onde passa, deixa um rastro musical. "As pessoas sempre ficam olhando porque ela (bicicleta) chama a atenção", brinca.

Paraíba diz que sua cabeça está ativa 24 horas por dia e que não consegue parar de pensar sobre o que inventar. "Sempre estou criando algo novo (risos)", diz. O próximo projeto é fazer outra bicicleta, mas desta vez fechada, para não se molhar quando chover. "Vai ter porta, volante, pára-brisa, enfim, será quase um carro", adianta. E quem pensa que tudo está na cabeça, engana-se. Ele tira do meio das suas coisas um papel onde tem o projeto. Apesar de nunca ter feito curso algum, ele projeta seu novo invento com precisão, calculando cada centímetro, onde cada peça será colocada. "Vai ter até motor", assegura.

Parte dos materiais para começar a montar ele já tem. Restos de uma geladeira, por exemplo, vão ser as laterais. "Em breve pretendo começar a montar. Aí chamo vocês (O Momento) para conferir como vai ficar a minha bicicleta", finaliza. Sorridente, o paraibano, que ama Lages, sai com sua bicicleta, ouvindo a música que embala sua vida.

Fonte::O Momento

Legislação :: Inclusão de faixa destinada a tráfego de bicicleta nas estradas construídas do Estado de SP

Lei Nº 1.208, de 15 de dezembro de 1976.

Prevê a inclusão de faixa destinada a tráfego de bicicleta nas estradas construídas no Estado.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:

Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

Artigo 1º - Toda a estrada que for construída no Estado de São Paulo, com ou sem pavimentação asfáltica, incluirá uma faixa exclusivamente destinada ao tráfego de bicicletas à tração humana ou motorizadas até 50 (cinquenta) cilindradas cúbicas.
Parágrafo único - Ficará a critério do poder executivo a aplicação do disposto nesta lei em rodovias, auto - estradas e vias expressas.

Artigo 2º - Esta lei entrará em vigor noventa dias após a sua publicação revogadas as disposições em contrário.

Palácio dos Bandeirantes, 15 de Dezembro de 1976.

PAULO EGYDIO MARTINS
Thomaz Pompeu Borges de Magalhães, Secretário dos Transportes
Publicada na Assessoria Técnico - Legislativa, aos 15 de Dezembro de 1976.
Nelson Petersen da Costa, Diretor Administrativo — Subst.

Legislação :: Política de incentivo ao uso da bicicleta no Estado de São Paulo

LEI Nº 12.286, DE 22 DE FEVEREIRO DE 2006.

(Projeto de lei nº 220/2005, do Deputado Afonso Lobato - PV)

Institui a política de incentivo ao uso da bicicleta no Estado de São Paulo.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:

Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

Artigo 1º - Fica instituída a Política de Incentivo ao Uso da Bicicleta no Âmbito do Estado de São Paulo.
Parágrafo único - O incentivo ao uso da bicicleta como forma de mobilidade urbana tem por objetivo proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço urbano, por meio da priorização dos modos de transporte:
1 - coletivo;
2 - não-motorizado.

Artigo 2º - A implementação da política de que trata esta lei garantirá:
I - o desenvolvimento de atividades relacionadas com o sistema de mobilidade cicloviária e de pedestres;
II - a promoção de ações e projetos em favor de ciclistas, pedestres e usuários de cadeiras de rodas, a fim de melhorar as condições para o deslocamento;
III - a melhoria da qualidade de vida nas cidades do Estado, por intermédio de ações que favoreçam o caminhar e o pedalar;
IV - a eliminação de barreiras urbanísticas aos ciclistas e usuários de cadeiras de rodas;
V - a implementação de infra-estrutura cicloviária urbana, como ciclovias, ciclofaixas, faixas compartilhadas, bicicletários e sinalização específica;
VI - a integração da bicicleta ao sistema de transporte público existente;
VII - a promoção de campanhas educativas voltadas para o uso da bicicleta.

Artigo 3º - São objetivos desta lei, entre outros:
I - possibilitar o aumento da consciência dos efeitos indesejáveis da utilização do automóvel nas locomoções urbanas;
II - possibilitar a redução do uso do automóvel nas viagens de curtas distâncias e o aumento de sua ocupação;
III - estimular o uso da bicicleta como meio de transporte alternativo;
IV - criar atitude favorável aos deslocamentos cicloviários;
V - promover a bicicleta como modalidade de deslocamento urbano eficiente e saudável;
VI - estimular o planejamento espacial e territorial com base nos deslocamentos cicloviários e de usuários de cadeiras de rodas;
VII - estimular o desenvolvimento de projetos e obras de infra-estrutura cicloviária;
VIII - implementar melhorias de infra-estrutura que favoreçam os deslocamentos cicloviários;
IX - incentivar o associativismo entre os ciclistas e usuários dessa modalidade de transporte;
X - estimular a conexão entre cidades, por meio de rotas seguras para o deslocamento cicloviário, voltadas para o turismo e o lazer.

Artigo 4º - As ações de implementação da política cicloviária e do uso da bicicleta serão coordenadas pelo Poder Executivo, garantida a participação de usuários, representantes da sociedade civil organizada e profissionais com atuação nessa área.

Artigo 5º - O Poder Executivo instituirá campanha publicitária de educação para implementação da política cicloviária, especialmente no que concerne à aplicação de normas de uso da bicicleta.

Artigo 6º - As despesas decorrentes da execução desta lei correrão à conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Artigo 7º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio dos Bandeirantes, aos 22 de fevereiro de 2006.
Geraldo Alckmin
Dario Rais Lopes
Secretário dos Transportes
José Goldemberg
Secretário do Meio Ambiente
Jurandir Fernando Ribeiro Fernandes
Secretário dos Transportes Metropolitanos
Arnaldo Madeira
Secretário-Chefe da Casa Civil
Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 22 de fevereiro de 2006.

Legislação :: Plano Cicloviário do Estado de São Paulo

Lei Nº 10.095, de 26 de novembro de 1998

(Projeto de lei nº 918/95, do Deputado Walter Feldman - PSDB)

Dispõe sobre o Plano Cicloviário do Estado de São Paulo e dá outras providências

O PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA:

Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo, nos termos do artigo 28, § 8º, da Constituição do Estado, a seguinte lei:

Artigo 1º - A presente lei disciplina a implementação de infra - estrutura para o trânsito de veículos de propulsão humana nas estradas estaduais e nos terrenos marginais às linhas férreas.

Artigo 2º - Constituem objetivos do Plano Cicloviário do Estado de São Paulo:
I - introduzir critérios de planejamento para implantação de ciclovias ou ciclo - faixas em rodovias e nos terrenos marginais às linhas férreas;
II - compatibilizar e promover a circulação intermunicipal;
III - facilitar a circulação nos espaços habitáveis e áreas adjacentes ou circundantes;
IV - conscientizar a população sobre o uso conjunto e a circulação por trechos de estradas de tráfego compartilhado;
V - promover a integração dos transportes terrestres;
VI - introduzir medidas de segurança de circulação;
VII - reduzir a poluição ambiental e minimizar seus efeitos negativos.

Artigo 3º - Considera - se ciclo - faixa, para os efeitos desta lei "a faixa especial de trânsito, destinada à circulação de bicicletas, pintada ou demarcada na pista de rolamento ou no acostamento das estradas".

Artigo 4º - Considera - se ciclovia, para os efeitos desta lei "a pista de rolamento destinada ao uso de bicicletas, paralela ao leito carroçável das estradas e dele separada por obstrução física".
§ 1º - A separação deverá ser total.
§ 2º - A separação, sempre que possível, deverá ser executada considerando como alinhamento o sistema de drenagem.
§ 3º - Ocorrendo impossibilidade técnica de aplicação do disposto no parágrafo anterior, deverão ser instalados obstáculos, tais como gradis (defensas) ou cercas vivas.

Artigo 5º - Todos os projetos de construção de estradas estaduais deverão incluir a criação de ciclovias:
I - em trechos urbanos ou conturbados;
II - em trechos rurais, para servir de acesso a instalações industriais, comerciais ou institucionais.

Artigo 6º - Todos os projetos de construção de estradas, em fase de implantação, deverão ser revistos e adaptados aos termos desta lei.

Artigo 7º - O Poder Executivo regulamentará e coordenará um programa especial de implantação de ciclovias ou ciclo - faixas nas estradas atualmente existentes.
Parágrafo único - O programa especial a que se refere este artigo será regulamentado por decreto, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contados da data de publicação da presente lei.

Artigo 8º - Deverão ser implantadas ciclovias ou ciclo - faixas nos terrenos marginais às linhas férreas:
I - em trechos urbanos;
II - em trechos de interesse turístico;
III - em trechos de acesso a instalações industriais, comerciais e institucionais.

Artigo 9º - Todos os projetos de obras públicas de transposição de obstáculos, naturais ou artificiais, deverão incluir ciclovia ou ciclo - faixa.
Parágrafo único - Constituem obstáculos, dentre outros, rios, lagos, ferrovias e acessos a estradas secundárias ou vicinais.

Artigo 10 - O disposto no artigo anterior deverá ser implantado nas obras já concluídas, respeitadas as normas técnicas aplicáveis e a disponibilidade de recursos.
Parágrafo único - O Executivo regulamentará por decreto o disposto neste artigo.

Artigo 11 - Será colocada sinalização específica ao longo das ciclovias e ciclo - faixas.
Parágrafo único - O Poder Executivo poderá proibir a circulação de veículos de propulsão humana em locais considerados perigosos por não se adequarem às normas técnicas de segurança.

Artigo 12 - O Departamento Estadual de Trânsito apresentará, anualmente, relatório de estatística de acidentes pessoais, com morte ou lesões corporais, bem como dos danos patrimoniais.
Parágrafo único - O relatório de estatística deverá ser publicado no Diário Oficial do Estado.

Artigo 13 - O Conselho Estadual de Trânsito e o Departamento Estadual de Trânsito deverão promover campanhas educativas, tendo por público alvo pedestres e condutores de veículos, motorizados ou não, visando divulgar o uso adequado de espaços físicos compartilhados.

Artigo 14 - A passagem de ciclistas e pedestres pelos postos de pedágio deverá ter área própria e de circulação segura.

Artigo 15 - Fica expressamente vedada a cobrança de taxa de pedágio aos ciclistas.

Artigo 16 - Aplica - se, no que couber, o disposto na legislação federal vigente.

Artigo 17 - As despesas decorrentes da aplicação da presente lei correrão à conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Artigo 18 - O Poder Executivo expedirá decreto regulamentador no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contados da data da publicação desta lei.

Artigo 19 - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário, em especial o artigo 10 da Lei nº 784, de 30 de agosto de 1950 e a Lei nº 1.208, de 15 de dezembro de 1976.
Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 26 de novembro de 1998.

a) PAULO KOBAYASHI - Presidente
Publicada na Secretaria da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 26 de novembro de 1998.
a) Auro Augusto Caliman - Secretário Geral Parlamentar

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Cicloturismo :: Em defesa da Amazônia


Ciclistas percorrem a BR 364 de Rio Branco a Cruzeiro do Sul alertando para a preservação da maior floresta tropical do mundo.

Três profissionais de diferentes áreas - um mecânico de bicicletas, um funcionário da Assembléia Legislativa do Acre e um capitão da Polícia Militar - decidiram utilizar de outro modo para fazer um alerta pela preservação da Amazônia: usando bicicletas especiais, eles percorrem a BR 364 desde Rio Branco até Cruzeiro do Sul, onde devem chegar nesta terça-feira, 12. A saída foi na sexta-feira passada, 8.

O grupo faz ainda uma avaliação da BR 364, cujas obras de asfaltamento estão avançadas e, de acordo com as seis empreiteiras que trabalham no trecho de Sena Madureira a Feijó, dentro do cronograma estabelecido pelo Governo do Acre e pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), financiador do projeto. "Pudemos ver que o trabalho vai bem", disse João da Cruz Santana Filho, oficial da PM que participa pela primeira vez de uma viagem de bicicleta desde a capital até o Juruá. Ele ressalta o surgimento de trechos críticos para bicicletas quando chove.

Sob chuva, o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (Deracre) pede que os motoristas parem e aguardem melhores condições de seguir viagem.

O cicloturismo, como eles chamam o tour, não é uma viagem comum. Pelo caminho, param nas casas dos colonos e fazendeiros para conversar sobre questões como queimadas e desmate. Utilizam como argumento a história da Revolução Industrial, período em que, segundo Isac Martins, chefe de segurança da Aleac, quase toda a floresta temperada do mundo desapareceu. "Não podemos deixar que isso se repita na Amazônia", alertou Martins.

No percurso, os atletas recebem apoio nos acampamentos das construtoras Camter, JM, Construmil, Etam e Fidens, além dos moradores das margens da rodovia. Para hidratação e restauração corporal, usam soro fisiológico e energéticos.

Fonte::Agência de Notícias do Acre

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

São Paulo :: Estudando aluguel de bicicletas com cartão do Metrô


Julio Cesar usa bicicleta para se locomover

Para alugar bicicletas, usuários poderão utilizar o mesmo bilhete feito para pagar passagens no metrô

Por:: Carlos Ferreira

A Prefeitura de São Paulo e a Companhia do Metropolitano estão em negociação para oferecer aluguel de bicicletas aos usuários utilizando bilhetes do Metrô. A informação foi dada com exclusividade ao Abril.com pelo secretário do Verde e Meio Ambiente da cidade, Eduardo Jorge.

Segundo ele, a empresa e a Prefeitura estão negociando para criar um plano de construção de bicicletários em estações. “Dentro de 30 dias devemos ter um projeto fruto dessa conversa. A idéia é construir no maior número de estações possíveis onde o usuário terá vagas para estacionar sua bicicleta e também poderá alugar outras de uso público utilizando um bilhete do metrô”, disse.

Para fazer o aluguel, o usuário utilizaria os bilhetes Fidelidade ou Lazer, que já existem hoje, e que mantêm os seus portadores cadastrados junto à empresa. De acordo com a Secretaria, a idéia é que a primeira meia hora seja de graça para incentivar o uso desse meio de transporte. No entanto, valores dos alugueis, locais dos bicicletários e integração com o metrô ainda serão decididos nos próximos dias.

Ciclovias

Cerca de 300 mil paulistanos usam biciletas para ir de casa para o trabalho ou para a escola diariamente, segundo pesquisa da Prefeitura de São Paulo. O número de pessoas que utilizam as famosas “magrelas” poderia ser maior se a cidade tivesse mais que os 23,5 km de ciclovias existentes hoje, sendo que somente 4,5 km estão em ruas. A maioria das pistas, 19 km, está localizada em parques.

De acordo com Eduardo Jorge, a Prefeitura está tentando mudar essa realidade com a construção de novas pistas. “A ciclovia da Radial Leste está com as obras em andamento. Ela terá pouco mais de 12 km margeando o muro da linha do metrô e deve ser entregue entre outubro e novembro desse ano”, disse.

Segundo a Secretaria, a ciclovia da Radial Leste percorrerá o trecho entre as estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera, interligando oito estações. Serão instalados dois bicicletários (um na estação Carrão e outro na Corinthians-Itaquera), além de 270 postes de iluminação e cerca de 1.500 árvores. “O custo será de R$ 9 milhões, pagos pela Prefeitura. Já as obras estão sob a responsabilidade do Metrô”, afirmou Jorge.

A Secretaria tem planejamento para obras de implantação ou ampliação de ciclovias na avenida Inajar de Souza (7 km), avenida Sapopemba (7 km) e outra com 15km no Butantã. “Temos que incentivar o uso de bicicletas como meio de transporte. Além de ajudar a melhorar o trânsito, elas diminuem a poluição, que faz um grande mal à saúde da população, e não emitem gases prejudiciais ao meio ambiente e que provocam o efeito estufa.”

Carro em casa

O coordenador de infra-estrutura de TI Julio Cesar Aragao da Silva decidiu deixar o carro de lado e optar pela bicicleta para se locomover pela cidade. “A bicicleta proporciona uma flexibilidade maior no trânsito. Consigo chegar mais rápido aos meus destinos sem depender dos horários do transporte público. Silva afirma que não tem medo do trânsito, mas que é cauteloso. “Nunca tive medo, mas com acidentes que sofri, passei a ter mais cuidado parando em semáforos, não pedalando tanto entre os carros e usando equipamentos de segurança.”

Para o coordenador, a cidade carece de mais ciclovias. “Poderia haver o aproveitamento de alguns lugares como nas avenidas Faria Lima, Roque Petroni Junior e Roberto Marinho. Elas são largas e ajudariam na locomoção de pontos distantes até locais onde seria possível se utilizar de ruas e avenidas mais tranqüilas”, afirmou.

“Mas também falta humanização. Mesmo que faltem obras públicas que propiciem a coexistência entre carros, bicicletas, pedestres e transportes públicos, o motorista precisa ter ciência que em cima de uma bicicleta, pilotando uma moto e atravessando uma rua, existe um ser humano”, concluiu.

Projeto Bicicleta Sinalizada :: Dourados/MS já vê os resultados

Uma das campanhas mais bem-sucedida e que nos enche de orgulho, porque mexeu com toda sociedade e gestores públicos, é o ‘Projeto Bicicleta Sinalizada’, cujo resultado já pode ser visto na maioria das bicicletas em circulação no município. Dourados é uma das cidades que mais usa a bicicleta – cento e cinqüenta mil — como principal meio de transporte.

A essência do projeto, referência nacional, é a preservação da vida de quem faz uso desse importante meio de locomoção. E vida não tem cor, raça e religião. Preservá-la é uma obrigação de todos e de quem faz parte da administração pública.

Como se sabe, a campanha é desenvolvida pela Prefeitura e conta com os trabalhos efetivos da Secretaria Municipal de Habitação e Serviços Urbanos, dentro da superintendência de Trânsito. Ela só é eficiente porque está fundamentada em mais três pilares: "Minha Bike – Transite Legal"; "O efeito do álcool na direção" e "Madrugada Viva", cujos temas falarei oportunamente.

Desde 2006, com o plano de reordenamento, a Prefeitura de Dourados vem se empenhando em resolver as questões mais relevantes do trânsito no sentido de se minimizar o número de acidentes. Na ocasião, foram instalados novos semáforos, rotatórias e placas de sinalização. As ruas ganharam sentido único e cruzamentos perigosos foram fechados.

No biênio 2006/2007, a Prefeitura construiu duas ciclovias nas ruas Palmeiras e na General Osório. Ainda visando a segurança, O Executivo também intensificou o trabalho de conscientização com blitze no trânsito por meio da Guarda Municipal e o comitê Dourados Cidade Educadora, atividades nas escolas, palestras nas universidades e formação de professores.

Em fevereiro deste ano, voltamos, mais uma vez, nossas atenções para as bicicletas e também às carroças. Chegamos à conclusão de que elas tinham que ser sinalizadas, especialmente na zona rural e nas aldeias indígenas, que são cortadas por rodovias estaduais. Estivemos nas aldeias Jaguapiru e Bororó adesivando as bicicletas e carroças. A comunidade indígena respondeu satisfatoriamente, pois passou a se sentir mais protegida no seu sagrado direito de ir e vir.

Adesivamos perto de trinta mil bicicletas e mil e quinhentas carroças, as quais são equipadas com placas refletivas metálicas, parafusadas nas laterais e na traseira. Já o kit das bicicletas possui película reflexiva ao sol e a luz no qual aumenta o foco de visibilidade do ciclista, evitando acidentes. Ao todo, são dez unidade de material reflexivo, fixado da seguinte forma: três na traseira, incluindo o banco de assento, três na dianteira, incluindo o guidon, dois na lateral esquerda e mais dois na lateral direita, no quadro da bicicleta.

O trabalho de adesivagem é contínuo e, principalmente, gratuito, sem ônus nenhum para os usuários. Os adesivos podem ser retirados na secretaria municipal de Habitação e Serviços Urbanos.

Tanto empenho foi reconhecido pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) que concedeu prêmio ao projeto ‘Bicicleta Sinalizada’. O reconhecimento já chegou em outros estados, que nos ligam querendo informações. Cidades como Foz do Iguaçu, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, já estudam meios de implantar o mesmo sistema em suas vias, utilizando Dourados como exemplo.

Acreditamos no presente, pensando no futuro de toda a sociedade, pois a vida não pode parar em um cruzamento por causa de uma falta de identificação.

Por::Oslon Carlos E. P. de B.*

*Superintendente de Transporte e Trânsito
Prefeitura de Dourados MS

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Volta ao Mundo :: Ciclista faz campanha por telefonia celular



A operadora de telefonia celular Orange lançou ontem na Inglaterra a 2a fase de sua nova campanha de marca com um comercial protagonizado pelo ciclista Mark Beaumont. Ele quebrou o recorde mundial ao completar 18 mil milhas de bicicleta num tour de volta ao mundo em 145 dias (a melhor marca até entao era a de 276 dias).

A campanha foi criada pela Fallon Londres e tem como mote 'Together We Can Do More' (Juntos podemos fazer mais). A intençao é mostrar como os produtos da empresa (voz, texto, vídeo e banda larga) ajudam nas conexoes e nos relacionamentos das pessoas.

Além das ações de mídia convencional (TV, mídia impressa, outdoor, rádio e internet), a agência digital Poke desenvolveu um documentário online sobre a viagem épica de Beaumont. O ciclista passou por mais de 20 países em sua jornada. Este documentário pode ser acessado tanto no site quanto através da TV interativa, ferramenta hoje já bastante utilizada no mercado inglês. Para ver o documentário, clique aqui.

Fonte::BlueBus

Bicicleta Coletiva :: Um bar ambulante pelas ruas de Londres

Bicicleta coletiva leva bar pelas ruas de Londres

Ficou mais fácil beber no trânsito na Inglaterra, desde que você esteja em uma bicicleta coletiva que carrega um bar a bordo e circula pelas ruas da cidade. É o Pubcrawler, ou "pub rastejante" em tradução livre.

A bicicleta tem capacidade para até 12 passageiros (dez deles pedalando) e pode ser alugada por hora para festas de aniversário, despedidas de solteiro ou até eventos de empresas que queiram promover o "trabalho em equipe", como contou à BBC Brasil o proprietário, Luke Roberson.

Os passageiros são recebidos com um brinde de champanhe e podem visitar vários bares e pubs durante sua "pedalada", mas Roberson avisa: "não aceitamos passageiros bêbados".

Eles se sentam em bancos ao redor do balcão, com um barman no centro, enquanto pedalam pelas ruas da cidade.

Já houve casos em que os passageiros que se embriagaram durante o trajeto foram "expulsos" da bicicleta, ou levados para dentro da área do bar, protegida por um balcão, "para que nós ficássemos de olho", conta o dono da engenhoca.

O bar também serve alguns drinques entre as visitas aos pubs e pode até abrigar uma "banda musical" com duas pessoas.

O primeiro pubcrawler entrou em circulação em dezembro de 2006, mas desde abril deste ano a empresa conta com outra bicicleta, "mais moderna e minimalista", nas palavras de Roberson.

Uma terceira bicicleta já está encomendada. Segundo o proprietário, não é preciso muito esforço para pedalar a bicicleta no plano, e os passageiros dizem adorar a experiência.

Ele teve a idéia quando viu uma dessas bicicletas na Lituânia, mas afirma ter adaptado seu desenho para o século 21. A velocidade máxima da bicicleta é de cerca de 8 km por hora.

O aluguel custa 180 libras (cerca de R$ 555) na primeira hora, e depois cai para 130 libras (cerca de R$ 400) por hora seguinte.

Fonte::BBC

Pequim :: Chinês cria a bicicleta olímpica


Um ciclista de Pequim criou uma bicicleta no formato dos cinco anéis Olímpicos.

A bicicleta, feita de alumínio, pode ser pedalada normalmente e também de uma maneira especial: movimentando pedais extras com os braços.

O inventor, Meng Jie, começou a desenvolver a bicicleta há dez anos, quando a China se candidatou para sediar os Jogos Olímpicos.

Meng Ji, que está pedalando por várias partes da China, diz que seu desejo é "levar a bicicleta para outros países e andar pelos cinco continentes representados pelos anéis Olímpicos."

Para ver a bicicleta em ação, assista o vídeo no site da BBC Brasil.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Faça oque eu digo :: Mas não faça oque eu faço!

Ciclistas americanos chegam a Pequim usando máscaras contra a poluição

Esse é o típico caso do sujo falando do mal lavado, uma vez que estamos falando de duas das nações mais poluidoras de nosso planeta. Será que esse ciclista americano anda pelo Estados Unidos usando a sua máscara também? Deveria.

A seguir, a notícia na íntegra, que saiu no G1:


Decisão, no entanto, é criticada pelo porta-voz do comitê olímpico dos EUA

A equipe de ciclismo dos Estados Unidos chegou nesta terça-feira a Pequim e o que chamou a atenção durante o desembarque foi o fato de alguns atletas estarem usando máscaras de proteção contra a poluição na capital chinesa.

No entanto, o porta-voz do comitê olímpico americano, Darryl Seibel, qualificou a atitude de "desnecessária".

- Suponho que tenham tomado uma decisão de forma pessoal. Só os atletas podem explicar os motivos - afirma.

A chegada dos ciclistas coincidiu com a declaração do sueco Arne Ljunqvist, presidente da Comissão Médica do Comitê Olímpico Internacional (COI), para quem a poluição não provocará "grandes problemas" aos atletas durante os Jogos.

- Tive um encontro com um especialista da Organização Mundial da Saúde que está muito insatisfeito com o tratamento dado pela imprensa ao assunto - afirma.

Fonte::G1

Vídeo :: Bicicletada no Debate da Band



Quinta-feira, dia 31 de Julho acompanhei, juntamente com diversos ciclistas, a ida de bike da candidata à Prefeitura de São Paulo, Soninha, até a sede da TV Bandeirantes para o debate entre os candidatos.

Antes da partida, conversava com algumas pessoas na praça do ciclista sobre o debate, política, eleições e afins e foi legal ver que independente de apoio político, várias pessoas também estavam lá apoiando simplesmente a bicicleta, que é uma das alternativas de mobilidade urbana contemplada nas propostas da Soninha.

Soninha na Praça do Ciclista, antes da saída para a Band

Achei a atitude dela, de ir pedalando, muito legal e ela foi super guerreira, percorrendo na boa os 9 km do percurso da Praça do Ciclista até a Band no Morumbi.

Chegando lá, não nos deixaram acompanhar a Soninha até a entrada do debate, e em questão de segundos um cordão policial apareceu e nos olhava como se fossemos membros de alguma célula terrorista prestes a cometer um atentado, incrível como esses caras conseguem ser ridículos, será que isso é ensinado na academia?

Talvez eles estivessem esperando um outro tipo de atentado, mas ao pudor, deve ser trauma do WNBR que rolou na Paulista dias atrás.

Como não nos deixaram passar, subimos até a outra rua para assistir o debate no tal telão que falaram que seria instalado na rua mas é claro que não havia telão algum. Apenas os idiotas do programa Pânico estavam lá com suas piadas extremamente sem graça, ao menos eles devem achar graça, fazer o que? Tem gosto para tudo!

Na chegada à rua de cima um dos participantes da bicicletada esbarrou no capacete de um policial, o capacete estava pendurado no guidon da moto do "seu guarda" e o cara teve um ataque, com a mão no coldre como se fosse sacar a arma, falando um monte de besteiras. Será que esses caras passam por alguma avaliação psicológica antes de entrar para a polícia? Fiquei com sérias dúvidas depois de presenciar uma cena dessas. Totalmente desiquilibrado.

Estava tudo calmo e tranquilo, ninguém tumultuando nada, e o cara que deveria estar lá para manter a ordem quase provoca a desordem, não dá para entender mesmo.

Como não havia telão, resolvemos ir para um bar e acabamos parando no Rei das Batidas, pertinho da USP. Algumas cervejas depois estava no rumo de casa e acabei vendo o debate somente nos dias seguintes pelos vídeos na Internet.

Acho que a exemplo do primeiro debate do IG, a Soninha se saiu super bem porém acredito que a tal proposta do pedágio urbano vá prejudicá-la, acho que ela deveria dar mais ênfase com relação às soluções referentes aos transportes públicos.

Por mais que eu entenda a proposta dela, e que o tal pedágio só seria implantado após a transformação do transporte público em algo usável e decente, eu sou contra os tais pedágios pois acho que isso favorece mais uma vez os que tem mais. É só olhar rumo Alphaville, quem usa a via pedagiada? Se tivéssemos uma distribuição de renda melhor e mais justa, eu seria o primeiro a me posicionar a favor, mas não é o caso.

De qualquer forma, acho que ela tem propostas ótimas e merecia uma chance, precisamos de gente nova, sangue novo. Eu acho que há formas de se desistimular o uso do automóvel sem criar os pedágios.

Eu sei que a parte mais legal de tudo isso é o ótimo humor do pessoal, que na chegada à BAND entoou "Invasão das Bicicletas" do Plá, e o coro: "Se a Soninha não ganhar, olê, Olê, olá, vou pra Bogotá"

Confiram o vídeo da chegada!
















Atitude :: Troque o Carro pela Bicicleta

Mais que um veículo de lazer, a magrela pode ser o meio de transporte que leva você o trabalho, à farmácia, ao cinema. Saiba o que tem sido feito no Brasil e no mundo para tornar isso possível e como você também pode pedalar por esse caminho

Se ao ler o título desta matéria você tascou logo um: No Brasil é impossível, ok, compreende-se seu ceticismo. Mas, de cara, aí vai uma informação que pode fazer você rever sua opinião: a bicicleta é o veículo individual mais usado no país. A conta é fácil: a magrela é o meio de transporte próprio mais popular nos pequenos centros urbanos (municípios com menos de 50 mil habitantes), que representam mais de 90% das cidades brasileiras (lembra a cena típica do trabalhador rural pedalando pela estrada?). Surpreendente mesmo. Quem sabe não vale a pena você seguir adiante e descobrir que é possível desmontar outros mitos e também reafi rmar verdades? É fato que aquilo que você vê pela janela do carro não é convidativo e pode fazê-lo desistir de ler esta matéria agora mesmo. O trânsito nas grandes cidades do país está um caos, como diz o chavão. Mas não seria justamente esse um bom motivo para você aposentar o carro? É o que muitas pessoas têm feito.

Em São Paulo, faça sol ou faça chuva, uma sexta-feira por mês, enquanto os carros mal se movem pelas ruas, ciclistas se encontram na altura do número 2440 da avenida Paulista. Dali, saem numa espécie de carreata mas, claro, de bicicleta para divulgar a bike como meio de transporte. Eles param o trânsito e chamam a atenção dos motoristas para essa opção de transporte menos poluente e, muitas vezes, mais rápida. Num engarrafamento na capital paulista, os automóveis andam de 5 a 8 quilômetros por hora, enquanto a bicicleta chega a 15. Volta e meia, o grupo, que não tem líder nem estatuto, pinta bicicletas no asfalto ou nos pontos de ônibus (como o da foto ao lado), sinalizando que a rua é também do ciclista, ou pendura bikes brancas, as chamadas ghost bikers, em pontos da cidade em que ocorreram acidentes fatais com ciclistas. Assim é a Bicicletada, versão brasileira de um movimento que surgiu em São Francisco, Califórnia: o Critical Mass, hoje em 300 países.

Diferentemente da Europa, onde os governos criaram espontaneamente espaços para ciclistas, em São Franscico a coisa teve de ser conquistada. O Brasil deve ir pelo mesmo caminho, já que tem aliado esse tipo de cicloativismo mais guerrilheiro, bem representado pela Bicicletada, ao diálogo com as autoridades. O importante é que essas duas partes são muito parceiras, diz José Lobo, da ONG carioca Transporte Ativo.
Mãos à obra

Em 2004, o Ministério das Cidades lançou o Programa Brasileiro de Mobilidade por Bicicleta, que funciona como uma bússola para os municípios que pretendem ampliar o uso desse meio de transporte. Saímos de 99 para 276 municípios com algum tipo de via para bicicleta e saltamos de pouco mais de 600 para 2505 quilômetros de ciclovias, de 2003 para cá, diz o diretor de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Renato Boareto. Comparado à Europa é pouco, claro. A Holanda tem um quinto do território do estado de Santa Catarina e 14 vezes mais infra-estrutura nesse campo que o Brasil. Mas o mais importante é o número de cidades que têm projetos, diz Renato.

Se o papo é metrópole, o Rio de Janeiro sai na frente. Além de ter mais ciclovias são 140 quilômetros construídos e 60 projetados , elas existem há mais de 15 anos, diz José Lobo. Lá, o número de ciclistas que fazem a viagem casa-trabalho diariamente quase quadruplicou entre 1994 e 2004. São Paulo também está pedalando. Em 2007, lançou uma lei que declara a criação do sistema cicloviário do município e prevê, por exemplo, a construção de ciclovias, ciclofaixas (faixas exclusivas para bicicletas na mesma pista dos automóveis) e estacionamentos para magrelas. Estão para ser entregues aos paulistanos os 12,5 quilômetros da ciclovia Radial Leste, que liga as estações de metrô Tatuapé e Corinthians-Itaquera, na zona leste. O projeto cicloviário do bairro Butantã, na zona oeste, também é animador. Serão 80 quilômetros a ser percorridos por bike, sendo 15 de ciclovias, facilitando o acesso à Universidade de São Paulo, sediada na região.

Mas não adianta ficarmos sentados esperando as obras terminarem (se é que na sua cidade há alguma), pois o mundo não acaba em ciclovia. Veja bem: o maior inimigo da bicicleta é o carro em alta velocidade. A ciclovia é uma boa opção para as avenidas em que a velocidade máxima permitida é superior a 60 quilômetros por hora. Ainda assim, não resolve de todo o problema: a cada dez acidentes com ciclistas, de oito a nove ocorrem nos cruzamentos. E é impossível construir uma ciclovia sem cruzamentos, como bem lembra o cicloativista Arturo Alcorta, da Escola de Bicicleta, de São Paulo.

A saída é mais óbvia do que parece: segurança no trânsito. Não dá para você pensar a cidade como se um dia todas as pessoas fossem ter automóvel. Esse é um equívoco presente em quase todos os planos de cidade e mobilidade urbana no Brasil. A cidade tem que ser pensada considerando o deslocamento do pedestre, dos ciclistas, da criança, do idoso, diz Renato Boareto. Essa é a idéia das ciclorredes, um emaranhado de caminhos preferenciais para as bicicletas, mas que também trazem mais conforto e segurança para todos que circulam por ela. Presente em cidades americanas como Berkeley e Portland e em vilarejos da Holanda, sua regra número 1 é: diminuir a velocidade máxima dos automóveis, o que pode ser feito tanto por meio de legislação quanto com o estreitamento das ruas, construção de minirrotatórias nas esquinas e elevação das faixas de pedestre para a altura da calçada, formando uma lombada, por exemplo. Essas medidas, que fazem com que o carro vá naturalmente mais devagar, fazem parte do conceito de traffic calming, ou moderação no trânsito, que surgiu nos anos 60, quando os habitantes da cidade de Delft, na Holanda, fizeram um movimento para que suas ruas voltassem a ser quintais cheios de vida.

Mas, se nossa realidade ainda não é essa, o que fazer? A seguir, algumas respostas para aquelas dúvidas cabeludas que impedem a maioria das pessoas do mundo de trocar o carro pela bicicleta.

É perigoso?

Quanto mais congestionado estiver o trânsito, mais seguro é. Nos horários de trânsito livre, nas avenidas das grandes cidades, sim, é perigoso, diz Eric Ferreira, coordenador de mobilidade urbana do Instituto de Energia e Meio Ambiente de São Paulo. Então, evite as avenidas a todo custo enquanto você não estiver seguro. E, mesmo quando se tornar um atleta, pense bem: é muito mais gostoso andar por ruas calmas e arborizadas.

O melhor lugar para começar a pedalar (depois que você treinar o equilíbrio dando voltas por um parque) são as ruas mais tranqüilas do seu bairro. Vá até a farmácia, o cinema, o correio mais próximo. Mesmo assim, aconselha Eric, tenha sempre uma postura defensiva. E coloque-se no seu devido lugar: a rua. Andar na calçada é falta de respeito com o pedestre. Não precisa bancar o folgadão no meio da faixa, mas também não se esprema no canto, sob o risco de se tornar invisível para os motoristas. Ocupe seu território, diz Giselle Xavier, coordenadora do grupo CicloBrasil da Universidade do Estado de Santa Catarina. Ciclista que mostra presença ganha mais respeito do motorista.

Vou respirar poluição?


Vai respirar mais poluição do que se andar de bicicleta no parque, sem dúvida, mas menos do que se estiver dentro do carro ou do ônibus, diz o coordenador do Laboratório de Poluição da Faculdade de Medicina da USP, Paulo Saldiva, que percorre 25 quilômetros diários de bicicleta, seu principal meio de transporte há 36 anos. Em São Paulo, onde nos últimos dez anos a população aumentou 12% e a frota de carros cresceu 73%, quem está dentro de um veículo motorizado respira 30% mais poluição que o ciclista ou o pedestre. Isso porque ao ar livre a poluição se dissipa mais rapidamente. Paulo aponta mais três motivos para dar preferência à bike: você fica menos tempo no trânsito e, conseqüentemente, é ainda menos exposto à poluição, aumenta sua resistência aeróbica e ativa sua musculatura. E ainda contribui para reduzir a emissão de poluentes em sua cidade.

E o calor?


Sair mais cedo, voltar mais tarde e andar com calma são boas maneiras de evitar o suor. Um dia fui de metrô ao centro do Rio e cheguei mais suado do que quando vou pedalando devagarinho, pegando uma brisa, diz José Lobo, da ONG Transporte Ativo. Tem regiões que são planas e você nem sua, se passa perfume ainda chega com ele, diz o estudante de jornalismo Felipe Aragonez, que usa a bike para se deslocar por São Paulo. Se seu caminho não for assim tão cheio de retas, leve uma muda de roupa na mochila. Quem sabe no local onde você trabalha há um bom chuveiro? O tempo que você economizou no trânsito dá para tomar muitos banhos.

Além disso, você não precisa cruzar a cidade toda. A bicicleta é indicada para percursos de até 7 quilômetros, o que equivale a no máximo 30 minutos de viagem, a uma velocidade média de 15 km/h. Para ir mais longe, faça parte do trajeto de transporte coletivo. Um dos focos do poder público é a construção de bicicletários nas estações de trem, ônibus e metrô. Você também pode optar por uma bike dobrável, fácil de carregar. No mais, sem radicalismos. Se você botou na balança e viu que não vale a pena ir ao trabalho de bike, tudo bem. Não é porque você decidiu usar a magrela como meio de transporte que nunca mais vai entrar num carro. Use a bicicleta quando der, pois já será um belo passo ou uma boa pedalada.

AMSTERDÃ: meca das bikes


Não restam dúvidas: é esta a capital mundial das bicicletas. Cerca de 40% dos deslocamentos na cidade são feitos com as magrelas. Quase todos os moradores têm ao menos uma sempre das mais velhotas e básicas possíveis. Elas são usadas para ir à escola, ao trabalho, ao show. Lá, pedala-se de salto alto, segurando um guarda-chuva ou carregando bebês sem perder a elegância, jamais. Com 750 mil habitantes, a cidade tem 400 quilômetros de ciclovias. Foi lá, inclusive, que surgiram os primeiros movimentos pelas bicicletas comunitárias. Nos anos 60, um grupo de jovens pintou bikes de branco e as distribuiu pela cidade, para serem usadas e devolvidas por qualquer um, de graça. O problema é que as bikes iam e não voltavam mais. Resultado: a polícia confiscou tudo.

LONDRES: vale-bicicleta


Depois de passar a cobrar pedágio para os carros circularem no centro da cidade, o que aumentou o número de ciclistas na região, Londres lança o Cyclescheme: um programa de incentivo para que empresas comprem bicicletas com impostos reduzidos e as ofereçam a seus funcionários como um benefício. Uma espécie de valetransporte, porém em forma de bicicleta. Quem adere ao programa ganha um vaucher no valor de 1000 libras, cerca de 3500 reais, e vai até uma das lojas cadastradas para escolher sua bike. O veículo pertence à empresa, mas também pode ser usado pelo trabalhador nas horas livres. Se a pessoa sair do emprego, tem o direito de comprar a bike por um preço de mercado, digamos, justo.

PARIS: sobre duas rodas


Na Cidade-Luz, a cada 300 metros se topa com uma estação de bicicletas públicas (como a da foto). É pegar a magrela numa estação e largar em outra. Ao todo são cerca de 20 mil veículos alugados por preços camaradas: o passe anual sai por 29 euros, menos de 80 reais. O programa Velib, contração das palavras francesas vélo (bicicleta) e liberté (liberdade), é o maior que existe no gênero. Mas não o único, nem o primeiro. Copenhagem, na Dinamarca, tem um serviço parecido desde 1995. Cidades como Barcelona e Sevilha, na Espanha, Estocolmo, na Suécia, Helsinki, na Finlândia, Oslo, na Noruega, Viena, na Áustria, e Bruxelas, na Bélgica também oferecem a seus habitantes e turistas a liberdade de ir e vir de bicicleta.

BOGOTÁ: exemplo latino


Em menos de seis anos, a cidade ganhou mais de 300 quilômetros de ciclovias, as chamadas ciclorutas, equipadas com bicicletários. O uso das magrelas passou de 1,5% para 6,5% do total de viagens diárias na cidade. A população tomou tanto gosto pela coisa que o Dia Sem Meu Carro é realizado não só uma, mas duas vezes por ano. Das idéias mais inovadoras, vale citar a integração do transporte público com o estacionamento para bicicleta. Ao pagar a passagem de ônibus, o usuário recebe dois adesivos com o mesmo número. Um deles é colado na bicicleta, o outro fica de posse do usuário, que deve apresentá-lo na hora de retirar seu veículo nos bicicletários, instalados nos terminais de ônibus.

Fonte::Vida Simples

Salvador :: Menos ciclovias que Aracajú

Com 707km2 de extensão territorial, Salvador possui somente 15km de ciclovias. Já Aracaju, a vizinha capital sergipana, causa inveja aos soteropolitanos amantes do ciclismo. Apesar de ter dimensão territorial bem inferior, Aracaju oferece a sua população 80km de ciclovias, distribuídos em seus 174km². Mesmo Salvador não sendo generosa em infra-estrutura para o ciclismo, segundo dados da Associação dos Bicicleteiros do Estado da Bahia (Asbeb), 12 mil pessoas usam a bike diariamente como meio de transporte. O número representa pouco mais de 5% dos soteropolitanos que pedalam como forma de lazer.

Para reverter o quadro, integrantes da Asbeb aproveitaram o período de campanha eleitoral e realizaram mais um passeio, ontem, para reivindicar investimentos para o setor. Cerca de mil pessoas pedalaram do Dique do Tororó a Itapuã, retornando depois ao local de partida. Atualmente, a única ciclovia existente na cidade está situada na orla. Não que ela não seja bem vista pela Asbeb, mas o presidente da associação, Maurício Cruz, lamenta o fato de não servir àqueles que usam a bicicleta como meio de transporte para o trabalho.

Para atender a esta demanda, seria necessária a criação de três grandes ciclovias: Mussurunga à Estação Iguatemi, Estação Iguatemi à Estação da Lapa e Estação Calçada a Paripe. “O número de pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte ainda é muito pequeno porque falta infra-estrutura. O ideal seria que houvesse ciclovias na cidade inteira”, considera Cruz. Como se não bastasse a falta de infra-estrutura, no dia-a-dia, estas pessoas ainda encontram muitos outros obstáculos pela frente. Não são respeitados no trânsito, deparam-se com shoppings e prédios comerciais que não destinam vagas para as bikes nos estacionamentos e as próprias estações de transbordo não possuem bicicletários.

Para aqueles que não conseguem sequer imaginar como seria a rotina caso o deslocamento de casa ao trabalho fosse feito sobre duas rodas, os apreciadores da prática enumeram as vantagens: faz bem à saúde, diminui a poluição ambiental e ainda se gasta menos tempo do que de ônibus. A administradora Lúcia Saraiva encarou o desafio e já foi provar que o discurso condiz com a prática. “Saí da Avenida Tancredo Neves a Ondina, em um dia de semana, às 18h. Todos seguiram o mesmo percurso de 17km. O ônibus gastou 58 minutos, a bicicleta, 36 minutos e o carro, 30 minutos”, contou a administradora, que adotou o ciclismo como hobby há 12 anos.

Apesar do prazer em pedalar, ela não usa a bicicleta como meio de transporte diário de casa para o trabalho, percurso que soma 6km. “Lá não tem um banheiro para tomar banho, então, mesmo que levasse uma roupa, seria desagradável”, avalia. Já o montador de móveis Euclides Souza da Silva, 44 anos, se orgulha de dizer que, nos dias de muita demanda, chega a pedalar até 80km. “Desde criança ando de bicicleta, é mais rápido e mais barato”, conta, acrescentando que a economia com transporte chega a R$14 por dia.

Fonte::Correio da Bahia

domingo, 3 de agosto de 2008

Famosos de Bike :: Diego Hypolito

Diego Hypolito aproveita um momento de folga para relaxar e dar uma volta de bike em Pequim.

Fonte: G1

sábado, 2 de agosto de 2008

Bike Cam :: Câmera digital acoplada na bicicleta



Finalmente consegui editar o vídeo do teste da "bike cam", agradecimentos especiais ao pessoal da lista da Bicicletada pelas indicações de tutoriais e programas freeware para edição. Acabei fazendo pelo Windows Movie Maker mesmo, após tomar um coro do programinha acabamos nos entendendo no final.

Eu já estava matutando uma forma de prender a câmera digital na bicicleta há algum tempo, afinal andar por aí apenas com uma mão no guidon da bike, filmando e fotografando com a outra é um perigo, ainda mais se somarmos as condições das esburacadas e irregulares ruas da cidade às minhas habilidades ciclísticas!

Coincidência ou não (eu prefiro o termo sincronicidade!), alguém postou na lista da Bicicletada um post com um tutorial de como se fazer o tal suporte e o que eu estava desenvolvendo é basicamente a mesma coisa, com algumas pequenas diferenças:

Em vez de usar o suporte de iluminação para bike, usei o suporte de prender o cadeado no canote pois o meu havia se partido e estava com a peça quebrada guardada aqui em casa, resolvi reciclá-la e usar na montagem do suporte para a câmera digital.

O parafuso que usei tem um curso um pouco maior para a câmera ficar um pouco mais alta, de resto é idêntico ao do tutorial.

Ao invés da rodela de borracha, como eu não tinha uma igual aqui disponível, recortei umas em EVA.

De resto é exatamente a mesma coisa. Alguém havia me pedido para fotografar e escrever um tutorial de como se montar, mas acho que nem vale à pena, é realmente o mesmo esquema desse do gringo, apenas com as diferenças acima comentadas. A única coisa que coloquei a mais, foi outra porca que é usada para manter tudo preso quando a câmera não está acoplada, ao usar guarda-se a porca no bolso, mochila e afins e depois coloca-se de volta para que nenhuma peça do conjunto se perca com a vibração.

Falando em vibração, agora estou bolando um jeito de diminuir a trepidação durante a filmagem, ainda não descobri se isso está acontecendo pelo fato da minha bike não ter suspensão dianteira ou se é pela câmera que tem o encaixe da rosca muito para a lateral. Vou tentar colocar mais EVA na base e conforme for solucionando aviso por aqui.

Esse foi o primeiro vídeo que fiz com o suporte, resolvi fazer o teste no Parque do Ibirapuera aqui perto de casa com medo de perder a câmera pelo meio da rua, mas é só apertar tudo direito que não tem erro. Já estou editando o vídeo que fiz no dia que acompanhamos a Soninha até a Band, no Morumbi, para o debate, e a câmera continua intacta, podem confiar no sistema que dá certo, só não esqueçam de apertar bem tudo e rever o aperto de vez em quando, por causa da trepidação que pode ir folgando o sistema.